Boulos fala em 'omissão' de governadores, enquanto Planalto tenta negociar com estados subvenção ao diesel
Jornal O Globo

Boulos fala em 'omissão' de governadores, enquanto Planalto tenta negociar com estados subvenção ao diesel

Após se reunir com representantes dos caminhoneiros nesta quarta-feira no Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou os governadores por não aceitarem reduzir o ICMS do diesel. — Vimos o aumento do diesel de maneira despropositada nos últimos dias por especulação de distribuidoras e postos de gasolina. Os caminheiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade da ganância dessas distribuidoras que estão aumentando o preço artificialmente mesmo com a isenção do PIS e Cofins. Da mesma forma, os caminheiros não pode pagar o preço de determinados governadores que não querem mexer no ICMS para que se consiga estabilizar o preço do combustível e do diesel em particular diante dessa guerra insana — disse o ministro. Na terça-feira, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo propôs aos estados dividir os custos para estabelecer uma subvenção do diesel importado de R$ 1,20 por litro do combustível, sendo cada ente responsável por R$ 0,60 por litro. A nova ideia visa substituir a proposta do governo na semana passada, de desoneração do ICMS sobre o diesel importado. Segundo Durigan, a estimativa de renúncia fiscal é igual à proposta anterior, de R$ 3 bilhões em dois meses, sendo que R$ 1,5 bilhão para cada ente. A medida seria restrita a 31 de maio. Nesta quarta-feira, Boulos ainda acrescentou que o governo se comprometeu a intensificar as ações de fiscalização e criar uma mesa de negociação com a categoria enquanto a medida provisória que tramita que aumenta o poder da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para sancionar o descumprimento das regras de frete tramitar no Congresso. O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, Luciano Santos, que participou da reunião, disse que a categoria não se deixará ser “usada por questões políticas”. — O governo fez a parte dele, a nossa batalha agora é com os nossos deputados. Vamos ver se eles vão estar do lados dos caminheiros, do povo brasileiro, ou das grandes empresas.

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