Governo apura conduta de capitão da PM investigado por morte de casal de agricultores em Roraima
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Governo apura conduta de capitão da PM investigado por morte de casal de agricultores em Roraima

Capitão da PM é investigado por envolvimento no assassinato de casal em disputa por terras O governo de Roraima instaurou um Conselho de Justificação para apurar a conduta ética e moral do capitão da Polícia Militar Helton John Silva de Souza, investigado por envolvimento no assassinato do casal de agricultores Flávia Guilarducci e Jânio Bonfim. O crime ocorreu em abril de 2025, no interior do estado (relembre o caso abaixo). O decreto que abriu o procedimento foi assinado pelo governador Antonio Denarium (Progressistas) e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (24). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Em nota enviada ao g1, o advogado do capitão, Diego Rodrigues, disse que o policial "confia plenamente em sua inocência, a abertura do conselho de justificação é um ato natural" e "irá ter a oportunidade mais uma vez que não tinha conhecimento e nem participou do homicídio". Capitão Helton John Silva de Souza, de 48 anos, era chefe da segurança do governador de Roraima Arquivo pessoal A medida considera a prisão do capitão por suspeita de participação no crime, ocorrida em maio de 2025, além de denúncias envolvendo assédio, peculato e intimidação. O procedimento vai avaliar se Helton John tem condições de permanecer na corporação e deve ser concluído em até 30 dias. O decreto também cria uma comissão com três oficiais para conduzir a análise: o tenente-coronel Nelson Luiz Camilo de Oliveira (presidente), o major Josué Pereira de Andrade Sousa (interrogante e relator) e o major Simão Pedro Dutra Ribeiro (escrivão). Helton John Silva de Souza foi preso em 10 de maio de 2025 e solto cinco meses depois, em 22 de outubro. Ele é amigo do produtor rural Caio de Medeiros Porto, um dos investigados pelo assassinato do casal, e, segundo a Polícia Civil, estava com os executores no dia do crime. Porto segue foragido. No dia do assassinato, o capitão ocupava a função de coordenador da equipe de segurança do governador do estado, conforme investigação da Polícia Civil que a Rede Amazônica teve acesso. Mas, seis dias depois do ataque ao casal, foi afastado e colocado à disposição da Polícia Militar. A suspeita de que Helton estava com Caio no dia dos disparos surgiu de uma gravação feita por Flávia antes de ser baleada. Umas das vozes captadas, conforme a investigação, era a dele (ouça a gravação abaixo). Áudio registra conversa e seis tiros em 15 segundos no assassinato de casal em disputa por No dia do crime, ele chegou em casa, contou para a esposa que aconteceu "algo grave que vai se resolver", tomou banho, teve uma crise de choro, fez uma oração e foi para o futevôlei. Ele estava com a arma do crime. O capitão, durante o depoimento dado no dia 28 de junho de 2025, confessou ter escondido na própria casa a arma usada no assassinato do casal de agricultores. Após isso, investigadores foram até a casa dele e encontraram a arma escondida no forro do banheiro. Ele afirmou ainda que, no dia do crime, ligou para o então comandante-geral da corporação, coronel Miramilton Goiano, e foi orientado a se desfazer do próprio celular. Em fevereiro de 2026, a filha de Helton John, Amanda Kathryn Monteiro de Souza, de 19 anos, se envolveu em um acidente que matou a técnica em enfermagem Patricia Melo da Silva, de 53, em Boa Vista. A jovem dirigia uma caminhonete que atingiu a moto da vítima. No dia, a filha do capitão não fez teste do bafômetro e foi liberada do local do acidente. Uma testemunha disse à Polícia Civil que ouviu Amanda dizer que é "filha de capitão da polícia'. LEIA MAIS SOBRE O CASO: OUÇA: Áudio registra conversa e seis tiros em 15 segundos durante assassinato de casal por disputa de terras Suspeitos de assassinar casal compraram munição e ameaçaram vítimas um dia antes do crime Capitão da PM investigado por assassinato de casal tomou banho, orou e foi para futevôlei depois do crime Veja quem são os investigados e a cronologia do assassinato de casal em disputa por terras em Roraima Morte do casal em Surrão Flávia Guilarducci e Jânio Bonfim foram baleados após ter a casa onde viviam invadida por quatro homens, em Roraima. Arquivo pessoal O crime contra o casal aconteceu em uma terça-feira, no dia 23 de abril, na vicinal do Surrão, no Cantá, na propriedade do casal. Jânio Bonfim morreu no dia do ataque. Já a esposa, Flávia, ficou internada em estado grave, mas não resistiu e morreu no Hospital Geral de Roraima (HGR). A disputa por terras, conforme investigação da Polícia Civil, ocorreu porque Caio passou a exigir que Jânio parasse a construção de uma cerca alegando que a obra estava entrando na terra dele. A obra era feita nos fundos da propriedade de Jânio, localizada na Gleba Tacutu, município de Cantá. Antes de ser baleada, Flávia gravou as vozes dos suspeitos quando eles chegaram na propriedade e capturou toda a discussão e o ataque a ela e o marido. Foi por meio dessa gravação que a Polícia Civil conseguiu identificar os autores do crime, incluindo o empresário Caio e o capitão Helton. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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