Jornal O Globo
O prefeito Eduardo Cavaliere disse, nesta quarta-feira, durante visita ao Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, que a decisão de demitir Monique Medeiros — mãe de Henry Borel e ré pelo assassinato do filho — do cargo de professora foi tomada após ouvir os órgãos de controle. A medida foi publicada no Diário Oficial. De acordo com o texto, a decisão entrou em vigor na data de sua publicação. O crime foi em 2021 e, desde então, ela vinha recebendo salários — em fevereiro deste ano, o vencimento bruto era de R$ 5.036,74 mas, por estar presa, teve um desconto e recebeu a quantia líquida de R$ 2.887,73. Julgamento adiado: mãe de Henry Borel, Monique Medeiros deixa penitenciária em Bangu, após determinação da Justiça; veja vídeo Nova data do julgamento da morte de Henry Borel será em maio: especialistas concordam que adiamento foi melhor opção — Ela está demitida. Se depender da prefeitura, não trabalha mais no município. A decisão foi tomada após analise conjunta das secretarias de Educação e de Integridade. Foi uma decisão técnica, tomada pela prefeitura diante da morosidade da Justiça para julgar o caso — afirmou o prefeito. — Havia um risco de reputação para a prefeitura ao manter Monique. A manutenção dos salários, com o corte de um terço dos vencimentos, seguia o que determina o artigo 114 do Estatuto do Servidor Público do Rio para o caso de prisão e suspensão de servidor. O mesmo estatuto também prevê que, caso o réu seja absolvido no final do processo, o prazo de afastamento seja considerado de pleno exercício pelo princípio da presunção de inocência. Truculência: vídeo mostra PM agredindo jovens em escola estadual no Largo do Machado; agente foi afastado das ruas — Quando ela foi libertada a primeira vez, tomamos uma atitude de afastá-la das atividades em escolas. Agora, o entendimento é que cabia, sim, a demissão. Até para acalmar a comunidade escolar, que sequer pode imaginar voltar a conviver com uma pessoa acusada de fazer o que fez com o próprio filho — disse o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha. Advogado de Monique, Hugo Novais afirmou que ainda não teve acesso ao ato que resultou na demissão da servidora concursada, publicada um dia após a concessão de sua liberdade. Em nota, destacou que a decisão foi tomada antes do julgamento e que, por isso, pretende pedir ao prefeito que reconsidere sua decisão. Ele também ressaltou que, em situações semelhantes, a "jurisprudência prevê a suspensão de processos administrativos quando há relação direta com a investigação criminal ainda em curso". Em obra há 15 anos: governo do Rio anuncia adiamento da abertura parcial do novo MIS, na orla de Copacabana Monique foi solta na noite de segunda-feira, horas depois de o julgamento da professora e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, ser suspenso. Nesta terça, o Ministério Público entrou com um recurso contra a decisão da juíza Elizabeth Louro, do II Tribunal do Júri. O promotor Fábio Vieira disse que, quando ocorrer a nova audiência, marcada para 25 de maio, vai pedir a condenação de Monique e de Jairinho, que está preso e também responde pela morte do menino de 4 anos. — Entendo que a defesa da Monique poderia ter feito o júri nesta segunda-feira, separado do de Jairinho, já que a defesa dele abandonou o plenário. Eventuais provas que aparecerem só agregarão mais — disse o promotor. Initial plugin text
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