Presidente do PL no Paraná deixa sigla após filiação de Moro: 'Sou coerente'
Jornal O Globo

Presidente do PL no Paraná deixa sigla após filiação de Moro: 'Sou coerente'

A filiação do senador Sergio Moro ao PL para disputar o governo do Paraná provocou a saída do deputado federal e então presidente estadual da sigla Fernando Giacobo. O parlamentar argumenta que deixou o partido, após 24 anos, por ser “coerente”, diante das críticas feitas por Moro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deixar o Ministério da Justiça em 2020. 'Diretas já': Paes crítica decisão do TSE para eleição indireta e diz que 'população deveria ter o direito de escolher' Entenda: Justiça do DF anula condenação de Nikolas Ferreira por discurso com peruca sobre pessoas trans na Câmara — Sou coerente. Não tenho como ficar no palanque de um homem que saiu da pasta com o discurso de que Bolsonaro é corrupto. Se o Valdemar (Costa Neto) e os outros dirigentes esquecem fácil as coisas, não tenho como ficar ao lado deles — defende Giacobo. O deputado afirma ainda que a filiação de Moro descumpre um acordo firmado pelo PL e chancelado por Bolsonaro com o governador Ratinho Junior (PSD). Enquanto o PL apoiaria o candidato à sucessão chancelado por Ratinho, o governador teria Felipe Barros (PL) como nome ao Senado em sua chapa. Giacobo é pré-candidato à reeleição na Câmara e não tem partido definido. Já Barros anunciou que assumirá a presidência do PL por decisão de Valdemar, presidente nacional da sigla. Moro se filiou ao PL na terça-feira, em Brasília, durante evento com a presença de Valdemar, e do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que atuou na articulação. A chapa de Moro no Paraná deverá ter como candidatos ao Senado o ex-deputado e ex-coordenador da força-tarefa da Lava-Jato Deltan Dallagnol e Barros. A união dos dois expoentes da Lava-Jato ocorreu em auditório do outro lado da rua do Posto da Torre, onde começou a operação. Em março de 2014, há exatos 12 anos, viaturas da Polícia Federal cumpriram mandados no local. Em discurso, Moro fez críticas ao governo Lula e buscou se aproximar do eleitorado bolsonarista ao lembrar que apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022. Segundo ele, o cenário atual superou as expectativas negativas que tinha à época. — Sabia que iria descer uma sombra sobre o país, e essa sombra foi pior do que imaginava: economia desorganizada, taxas prejudicando a iniciativa privada. A roubalheira voltou — afirmou. Sobre o cenário no Paraná, Flávio afirmou que o PL está alinhado com Moro e indico Ratinho será “bem-vindo” caso queira apoiar o projeto no estado. — O Ratinho é uma grande liderança, mas ele se lançou pré-candidato. Agora temos esse alinhamento com o Moro — declarou.

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