Jornal O Globo
Horas após anunciar a nova regra nos Jogos Olímpicos que proíbe a participação de atletas trans em categorias exclusivamente femininas, a presidente do COI, Kirsty Coventry, negou que tenha tido pressão externa de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para essa atitude. Em entrevista coletiva, a ex-nadadora disse que o movimento era um projeto de sua campanha. — Muitos de vocês me conhecem bem e acompanharam minha campanha sabem que essa política já era uma prioridade para mim muito antes de o presidente Trump iniciar seu segundo mandato. Portanto, não houve pressão externa para que entregássemos algo vindo de fora do movimento olímpico — disse Kirsty Coventry em coletiva nesta quinta-feira. Vale lembrar que, em fevereiro de 2025, Donald Trump proibiu que atletas transgêneros competissem em eventos escolares, universitários e profissionais no país, que será sede dos próximos Jogos Olímpicos, em 2028. Trump chegou a assinar uma lei chamada “Keeping Men Out of Women's Sports”, (Mantendo os homens fora dos esportes femininos, em português) e afirmou que não permitiria que atletas trans participassem dos Jogos de Los Angeles. Com a nova regra do COI, a partir da Olimpíada de 2028, as mulheres terão que fazer testes genéticos, uma vez que a elegibilidade para qualquer categoria feminina é limitada a "mulheres biológicas". A elegibilidade para a categoria feminina será determinada, em primeiro lugar, por meio de um exame do gene SRY para detectar a ausência ou presença desse gene. Atletas que apresentarem resultado negativo estarão permanentemente dentro dos critérios de elegibilidade para competir na categoria feminina. — A elegibilidade para qualquer evento da categoria feminina nos Jogos Olímpicos ou em qualquer outro evento do COI, incluindo esportes individuais e coletivos, agora está limitada a mulheres biológicas, determinadas com base em um exame único do gene SRY — disse o COI em comunicado divulgado nesta quinta-feira. Com a nova política do COI, mulheres trans não poderão competir em categorias exclusivamente femininas. No entanto, elas continuam elegíveis para qualquer categoria masculina, incluindo vagas reservadas para homens em qualquer categoria mista, e qualquer categoria aberta, ou em esportes e eventos que não classificam atletas por sexo.
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