Esquema de R$ 1 bilhão no ICMS envolve grandes empresas
Revista Oeste

Esquema de R$ 1 bilhão no ICMS envolve grandes empresas

Promotores do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec) investigam suposto esquema de manipulação de processos fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ( ICMS) . A apuração envolve restituição irregular de créditos tributários. A investigação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo . O caso ganhou força com a Operação Fisco Paralelo, deflagrada nesta quinta-feira, 26. + Leia mais notícias sobre Economia em Oeste Os investigadores suspeitam da participação de executivos de empresas como Posto Ipiranga, Casas Bahia, Carrefour, Grupo Caoa, Prensas Schuler, Center Castilho e Grupo Sinal. O esquema recebeu o nome de “fura fila”. A prática consistiria em acelerar pedidos de ressarcimento de créditos tributários. A apuração teve início com a perícia no celular do fiscal Artur Gomes da Silva. Ele foi preso e apontado como mentor do esquema. Confira: " MP denuncia dono da Ultrafamar por esquema de propina para benefícios fiscais " Segundo os investigadores, o grupo arrecadou cerca de R$ 1 bilhão em propinas. O valor teria origem em favorecimento a empresas. A operação também prendeu o inspetor fiscal Fernando Alves dos Santos. Ele é investigado por obstrução de Justiça. https://www.youtube.com/watch?v=rhUhiOtsTac As apurações indicam que Fernando teve atuação relevante em fraudes envolvendo o ICMS. Ele teria coordenado procedimentos para viabilizar ressarcimentos à Ipiranga Produtos de Petróleos S.A. A empresa é responsável pela rede de postos Ipiranga. O caso envolve pedidos de restituição tributária. Mensagens indicam contato entre fiscal e executiva A operação cumpriu mandado de busca e apreensão contra a head de tributos do Carrefour, Luciene Petroni Castro Alves .Ela é suspeita de participação no esquema. Segundo a investigação, houve troca frequente de mensagens com o fiscal Artur. “Conforme se constata pelas mensagens de WhatsApp trocadas entre Artur e Luciene”, afirma a apuração, “o agente fiscal de rendas auxiliava a executiva do Carrefour nos pedidos de ressarcimento de ICMS-ST”. Diretora do Carrefour, Luciene Petroni Castro Neves foi alvo de mandando de busca e apreensão nesta quinta-feira, 26 | Foto: Reprodução/Internet Os investigadores apontam que Artur cobrava demandas relacionadas ao Carrefour. O material indica possível concessão de créditos em desacordo com a legislação. A apuração também identificou participação de empresários. O grupo teria pago propinas para acelerar e ampliar o reconhecimento de créditos tributários. Entre as empresas citadas aparecem Ultrafarma e Fast Shop. Os pagamentos buscariam viabilizar decisões favoráveis dentro da estrutura pública. Segundo o Gedec, o esquema operava de forma organizada. A investigação aponta atuação dentro da máquina pública para viabilizar as fraudes. O post Esquema de R$ 1 bilhão no ICMS envolve grandes empresas apareceu primeiro em Revista Oeste .

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