Jornal O Globo
O deputado estadual Douglas Ruas (PL), que foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio na disputa que acabou anulada pela Justiça, disse na noite desta quinta-feira que a decisão “deve e será cumprida”. — A decisão da Justiça foi suspender por ora os atos praticados durante essa sessão, e a decisão judicial deve e será cumprida. Nós vamos discutir essa questão com calma e com transparência e, no momento oportuno, certamente a Assembleia Legislativa irá realizar novamente essa eleição — afirmou o parlamentar. Apadrinhado político do presidente estadual do PL, Altineu Côrtes, e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, Ruas recebeu 45 votos na sessão. Os demais 24 aptos a votar se ausentaram, sendo a maioria como boicote à votação. — Obrigado aos meus colegas deputados e deputadas que nos apoiaram, e seguimos juntos. Hoje foi uma grande demonstração de força do nosso campo político — disse ainda Ruas. Presidente em exercício do Tribunal de Justiça, a desembargadora Suely Magalhães acatou argumentos de partidos que apontaram irregularidades na eleição. O principal motivo, além do “atropelo” a etapas do regimento interno, foi a pendência de "retotalização" dos votos da eleição de 2022 para definir quem substituirá a cadeira de deputado de Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Casa que estava afastado e foi cassado na terça-feira. O Tribunal Regional Eleitoral informou que a recontagem será feita na próxima terça-feira. Como a eleição de deputados requer cálculos complexos para definir quantas vagas cada partido obteve, não é suficiente a lógica de puxar o suplente, como quando algum parlamentar se licencia para assumir cargo no Executivo, por exemplo. A eleição da Alerj ganhou especial importância porque o escolhido vai virar, de forma quase imediata, o governador em exercício do estado. O Rio está hoje nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto.
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