g1
Da esquerda para à direita: Pari e Pakoba Marcos Ardevino Duas novas onças-pintadas foram flagradas juntas às margens do rio Claro, em Poconé, a 105 km de Cuiabá, no Pantanal mato-grossense. O registro foi feito em março deste ano pelo fotógrafo e biólogo Marcos Ardevino, que descreveu o momento como único. “Eu tive o privilégio de testemunhar e fotografar essas duas onças-pintadas juntas pela primeira vez. Uma cena realmente inesquecível e um dos momentos mais especiais deste começo de ano”, escreveu em uma publicação nas redes sociais. Ao , Marcos contou que foi o primeiro a registrar os animais e, por isso, teve a oportunidade de nomeá-los. Ele escolheu os nomes Pakoba e Pari, ambos de origem Tupi-Guarani e considerados unissex. Pakoba significa “banana” ou “bananeira”, enquanto Pari se refere a uma armadilha de pesca usada por povos indígenas. Segundo o biólogo, as onças aparentam ter entre um e dois anos de idade. Apesar de serem possivelmente um macho e uma fêmea, não é possível afirmar que formem um casal em acasalamento. “Elas estavam andando juntas há mais de semanas. Normalmente, em período de cópula, permanecem juntas por poucos dias”, explicou. Segundo ele, por esse comportamento, a principal hipótese é de que sejam irmãos, embora não haja confirmação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Leia também: Manchas e pintas: entenda como onças-pintadas são identificadas no Pantanal de MT Safári no Pantanal: governo aprova investimento de US$ 150 mil para campanha internacional de turismo Potência turística: Pantanal vira vitrine mundial e sustenta gerações em Mato Grosso Turismo de onças-pintadas vale 56 vezes mais do que prejuízo de ataques a gado no Pantanal em MT, diz pesquisa Observação de animais Piloto flagra salto de onça-pintada antes ataque contra jacaré no Pantanal de MT Reprodução Se no imaginário africano o leão é o rei da savana, no Pantanal quem governa é a onça-pintada. O maior felino das Américas pode chegar a 135 kg e ganhou um protagonismo que vai muito além da fauna: virou símbolo econômico. O avistamento de onças impulsiona boa parte do ecoturismo local. Barcos que percorrem rios e levam visitantes em busca do primeiro encontro, que, para muitos, é um dos momentos mais marcantes da vida. As fotos e vídeos captadas de forma voluntária pelos turistas ajudam, inclusive, no monitoramento dos animais, reforçando o vínculo entre turismo e conservação. Conforme Marcos, que trabalha no Pantanal há mais de 11 anos, o ecoturismo pode contribuir ativamente na preservação do meio ambiente. Segundo ele, a atividade vai além da contemplação da natureza e envolve práticas sustentáveis que ajudam a proteger o bioma e a conscientizar os visitantes.
Go to News Site