Desemprego sobe a 5,8% no trimestre até fevereiro, diz IBGE
Revista Oeste

Desemprego sobe a 5,8% no trimestre até fevereiro, diz IBGE

A taxa média de desemprego no Brasil alcançou 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, alta de 0,6 ponto porcentual em relação ao período anterior, fechado em novembro. Apesar do avanço, trata-se do menor índice já registrado para esse intervalo na série histórica iniciada em 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta sexta-feira, 27. Em comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando a taxa era de 6,8%, houve recuo de 1 ponto percentual. + Leia mais notícias de Economia em Oeste O número de desempregados chegou a 6,2 milhões, acima dos 5,6 milhões registrados no trimestre anterior. Ainda assim, o contingente é inferior ao de um ano antes, quando somava 7,3 milhões de pessoas. taxa-de-desemprego-ibge-27mar2026 Baixar No mercado de trabalho, o país contabilizou 102,1 milhões de ocupados — entre formais e informais — no período até fevereiro, queda de 0,8% frente ao trimestre anterior, o equivalente a 874 mil pessoas a menos. Em 12 meses, porém, houve aumento de 1,5 milhão de trabalhadores, alta de 1,5%. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,4%, recuo de 0,6 ponto porcentual no trimestre e avanço de 0,4 ponto em um ano, segundo a Pnad Contínua. O emprego com carteira assinada no setor privado (excluindo domésticos) permaneceu estável, em 39,2 milhões de trabalhadores, sem variações significativas também no comparativo anual. Já o contingente de empregados sem carteira somou 13,3 milhões, com queda de 342 mil no trimestre e estabilidade em 12 meses. Foto: Reprodução/Poder360 Os trabalhadores por conta própria permaneceram em 26,1 milhões no trimestre, mas cresceram 3,2% em um ano, o equivalente a mais 798 mil pessoas. O número de trabalhadores domésticos ficou em 5,5 milhões, estável tanto no trimestre quanto no acumulado de 12 meses. A taxa de informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores informais — abaixo dos 38,8 milhões do trimestre anterior e próximo dos 38,4 milhões de um ano antes. População subutilizada supera 16 milhões de brasileiros A população subutilizada, que inclui desempregados, pessoas que trabalham menos do que poderiam ou que não buscaram vaga apesar de estarem disponíveis, totalizou 16,1 milhões. O número cresceu 4,4% no trimestre, com acréscimo de 675 mil pessoas, mas recuou 10,5% em relação a um ano antes, queda de 1,9 milhão. A taxa de informalidade foi para 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores informais | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A taxa de subutilização subiu de 13,5% para 14,1% no trimestre, embora registre queda de 1,6 ponto percentual no comparativo anual. O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.679, alta de 2% frente ao trimestre anterior e de 5,2% em relação ao mesmo período de 2025. Já a massa de rendimentos somou R$ 371,1 bilhões, estável no trimestre e com crescimento de 6,9% em 12 meses, acréscimo de R$ 24,1 bilhões. O post Desemprego sobe a 5,8% no trimestre até fevereiro, diz IBGE apareceu primeiro em Revista Oeste .

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