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Pedido de vista interrompe julgamento no TSE sobre decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa após pedido de Flávio Bolsonaro | Collector
Pedido de vista interrompe julgamento no TSE sobre decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa após pedido de Flávio Bolsonaro

Pedido de vista interrompe julgamento no TSE sobre decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa após pedido de Flávio Bolsonaro

O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da decisão do presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, que retirou de circulação uma pesquisa da AtlasIntel sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi interrompido nesta terça-feira após um pedido de vista da ministra Estela Aranha. Com isso, permanece em vigor a liminar que suspendeu a divulgação do levantamento até que o caso volte à pauta. A análise era acompanhada com expectativa nos bastidores do tribunal por ser vista como um possível indicativo da postura que a Corte deverá adotar durante o período eleitoral em casos envolvendo pesquisas de opinião e suposta influência sobre eleitores. Ainda não há data para que o caso seja retomado, mas o presidente do TSE disse que o tempo a mais obtido a partir do pedido de vista será "fundamental" para que debates, inclusive com os institutos de pesquisa, ocorram. Antes da interrupção, ministros ouviram os argumentos de Kássio Nunes Marques para a decisão, que acolheu parcialmente um pedido do PL e apontou a existência de uma possível indução dos entrevistados pelo formato do questionário aplicado pela Atlas. Além disso, as defesas da Atlas e do PL também fizeram uma exposição de suas posições. Após a comunicação da ministra de que paralisaria o julgamento, o ministro Dias Toffoli, que tomou posse nesta terça-feira como ministro efetivo do TSE, fez algumas considerações sobre a importância do precendente que será aberto com a eventual decisão que será tomada pela Corte no caso das pesquisas. — Eu deixaria as pesquisas livres se eu fosse parlamentar. E o povo decide quais são os institutos que são sérios e os que não são sérios — afirmou Toffoli. Toffoli disse ainda que é preciso que o TSE tenha muita cautela ao decidir sobre o uso, ou não, de vídeos pelos institutos de pesquisa. Segundo o ministro, essa é uma questão "peremptória", e da maior importância para o processo eleitoral. Decisão de Kássio Na decisão liminar, proferida na segunda-feira, o presidente do TSE afirmou que a sequência de perguntas utilizada pela empresa aparentava, em uma análise preliminar, "extrapolar a simples aferição neutra da opinião pública para introduzir estímulos possivelmente aptos a influenciar as respostas relativas à intenção de voto, à rejeição e à avaliação de imagem do pré-candidato". O principal questionamento do partido de Flávio Bolsonaro dizia respeito à inclusão, no levantamento, de referências ao áudio em que o senador trata de repasses para o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nunes Marques observou ainda que outras 27 pesquisas registradas pela Atlas no TSE não utilizaram metodologia semelhante. "A permanência de circulação de levantamento cuja higidez metodológica se encontra sob questionamento pode potencializar efeitos de difícil reversão no contexto do processo eleitoral, especialmente diante da elevada capacidade de difusão e replicação do conteúdo em meios digitais e veículos de comunicação", escreveu o ministro. A AtlasIntel sustenta que não houve indução dos entrevistados. Em nota, a empresa afirmou que o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro não foi reproduzido antes da aplicação do questionário principal e que pesquisas posteriores realizadas por outros institutos identificaram padrão semelhante de impacto eleitoral. O movimento de desgaste do senador também foi registrado em levantamentos de institutos como Quaest e Datafolha.

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