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País 'não suporta' impacto fiscal de projetos em andamento no Congresso, diz ministro da Fazenda | Collector
País 'não suporta' impacto fiscal de projetos em andamento no Congresso, diz ministro da Fazenda

País 'não suporta' impacto fiscal de projetos em andamento no Congresso, diz ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou o país "não suporta" as pautas-bomba em tramitação no Congresso Nacional. Junto com o titular da articulação política, ministro José Guimarães, ele se reuniu mais cedo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para falar das propostas. O governo estima que o custo fiscal de aprovação das iniciativas é de mais de R$ 270 bilhões (leia mais abaixo). Exigências: BC percebeu movimento de fusão ou saída do mercado de fintechs com aperto em regras 'Pejotização' do crime: dinheiro digital muda dinâmica de lavagem das facções – Passamos por uma lista de projetos que é um impacto considerável e que o país não suporta. Fui muito claro (na reunião): a gente não pode confundir o momento em que se quer, de maneira muitas vezes legítima, dar respostas para os setores, para as respectivas bases, mas a gente não pode botar a economia do país em risco por conta dessas pautas – afirmou o ministro da Fazenda a jornalistas. Durigan afirmou que não se pode perder de vista a responsabilidade fiscal com o país. Disse que levou a Alcolumbre as preocupações e os projetos que têm impacto fiscal muito graves. Entre as propostas, estão os projetos que tratam da renegociação da dívida rural e criação de pisos salariais para diversas categorias e que aumentam o repasse ao Fundo de Participação Municipal (FPM). O ministro disse que Alcolumbre ouviu a demanda, mas não quis se comprometer com qual encaminhamento será dado pelo presidente do Congresso. – Eu confio na condução do presidente Davi, que entende o momento que nós estamos vivendo, um momento sensível do mundo e os efeitos e os riscos que isso pode trazer à economia brasileira – afirmou. Pelas contas do governo, o impacto é de: R$ 120 bilhões pela renegociação de dívidas rurais R$ 100 bilhões com aposentadoria integral para agentes de saúde R$ 47 bilhões com piso salarial de médicos e cirurgiões R$ 10 bilhões pela ampliação do Fundo de Participação dos Municípios O que dizem os projetos Uma das iniciativas que preocupa o Executivo é o projeto de lei que prevê uma renegociação das dívidas de produtores rurais. Lauro Jardim: Projeto no Senado estende jornada de 30 horas semanais para trabalhadores de fintechs Inicialmente o texto foi construído para atender produtores atingidos por calamidade pública, mas o alcance foi ampliado no Senado. A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o projeto no final de maio, descartando as sugestões do Ministério da Fazenda para restringir o alcance da renegociação, e ele está pronto para ser analisado no plenário. A previsão é que o projeto representa um custo de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. Por que o Pix incomoda tanto os EUA? Especialistas veem confusão entre inovação e barreira comercial Outra medida é a proposta de emenda à Constituição (PEC) que regulamenta aposentadoria integral para agentes de saúde. O texto já foi aprovado pela Câmara em outubro do ano passado e hoje se encontra sob a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A Fazenda prevê um impacto total de cerca de R$ 100 bilhões. Há ainda um projeto que define o piso salarial de médicos e cirurgiões. A medida se encontra na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e o governo prevê um impacto de R$ 47 bilhões. Na lista de preocupações também está uma PEC que aumenta a participação da União no Fundo de Participação dos Municípios, com impacto previsto de R$ 10 bilhões. Focus: Mercado volta a subir projeções para a Selic ao fim do ano, chegando a 13,50% Além dessas medidas, o governo trava uma queda de braço com Alcolumbre pela PEC que dá fim à escala de trabalho 6x1. A proposta foi aprovada pela Câmara no fim de maio e ainda não começou a tramitar no Senado. Relação conturbada O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado passam por uma relação conturbada que tem prejudicado a articulação do governo na Casa Legislativa. O atrito se acentuou quando Lula decidiu enviar o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre e outros sensores desejavam que o escolhido fosse o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente da Casa. A indicação de Messias foi rejeitada pelo Senado, mas Lula já disse que pretende encaminhar o nome dele novamente para a vaga aberta na Corte. Além dessas medidas, o governo trava uma queda de braço com Alcolumbre pela PEC que dá fim à escala de trabalho 6x1. A proposta foi aprovada pela Câmara no fim de maio e ainda não começou a tramitar no Senado. A expectativa é que o texto comece a ser analisado pela CCJ do Senado, mas o presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), ainda definiu com Alcolumbre como vai ser a tramitação.

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