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Alcolumbre sinaliza que aguarda conversa com Lula para definir PEC do fim da escala 6x1 | Collector
Alcolumbre sinaliza que aguarda conversa com Lula para definir PEC do fim da escala 6x1

Alcolumbre sinaliza que aguarda conversa com Lula para definir PEC do fim da escala 6x1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) sinalizou a aliados nesta terça-feira que aguarda um gesto de reaproximação por parte do presidente Luiz Inácio Lula para destravar a proposta de emenda constitucional (PEC) que acaba com escala 6x1. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na semana retrasada e ainda está parada na mesa diretora do Senado. Exigências: BC percebeu movimento de fusão ou saída do mercado de fintechs com aperto em regras 'Pejotização' do crime: dinheiro digital muda dinâmica de lavagem das facções O assunto foi tratado em reunião entre o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e Alcolumbre, nesta terça-feira. Segundo interlocutores, ficou acertado que o presidente do Senado e Lula terão que conversar não só sobre essa proposta, mas para segurar outras pautas bombas que preocupam a equipe econômica. Com relações estremecidas com Lula desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal pelo Senado, Alcolumbre tem sinalizado que não vai tomar a iniciativa de dar celeridade à tramitação da PEC no Senado, como deseja o governo de olho nas eleições em outubro. A proposta reduz a jornada semanal de trabalho de 44 horas para 42 horas dentro de 60 dias a partir da promulgação da PEC e para 40 horas no prazo de um ano. O texto foi aprovado com rapidez por ampla maioria pela deputados, após acordo com o presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Pautas-bomba Durigan e Guimarães procuraram o presidente do Senado para tentar um acordo que evite a aprovação de uma série de pautas-bomba. O governo estima que o custo fiscal de aprovação das iniciativas é de mais de R$ 270 bilhões. Apesar da conversa, ainda não há sinalização de entendimento entre governo e Congresso. Pelas contas do governo, o impacto é de: R$ 120 bilhões pela renegociação de dívidas rurais R$ 100 bilhões com aposentadoria integral para agentes de saúde R$ 47 bilhões com piso salarial de médicos e cirurgiões R$ 10 bilhões pela ampliação do Fundo de Participação dos Municípios O que dizem os projetos Uma das iniciativas que preocupa o Executivo é o projeto de lei que prevê uma renegociação das dívidas de produtores rurais. Lauro Jardim: Projeto no Senado estende jornada de 30 horas semanais para trabalhadores de fintechs Inicialmente o texto foi construído para atender produtores atingidos por calamidade pública, mas o alcance foi ampliado no Senado. A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o projeto no final de maio, descartando as sugestões do Ministério da Fazenda para restringir o alcance da renegociação, e ele está pronto para ser analisado no plenário. A previsão é que o projeto representa um custo de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos. Por que o Pix incomoda tanto os EUA? Especialistas veem confusão entre inovação e barreira comercial Outra medida é a proposta de emenda à Constituição (PEC) que regulamenta aposentadoria integral para agentes de saúde. O texto já foi aprovado pela Câmara em outubro do ano passado e hoje se encontra sob a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A Fazenda prevê um impacto total de cerca de R$ 100 bilhões. Focus: Mercado volta a subir projeções para a Selic ao fim do ano, chegando a 13,50% Há ainda um projeto que define o piso salarial de médicos e cirurgiões. A medida se encontra na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e o governo prevê um impacto de R$ 47 bilhões. Na lista de preocupações também está uma PEC que aumenta a participação da União no Fundo de Participação dos Municípios, com impacto previsto de R$ 10 bilhões. Relação conturbada O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado passam por uma relação conturbada que tem prejudicado a articulação do governo na Casa Legislativa. O atrito se acentuou quando Lula decidiu enviar o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre e outros sensores desejavam que o escolhido fosse o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente da Casa. A indicação de Messias foi rejeitada pelo Senado, mas Lula já disse que pretende encaminhar o nome dele novamente para a vaga aberta na Corte. Além dessas medidas, o governo trava uma queda de braço com Alcolumbre pela PEC que dá fim à escala de trabalho 6x1. A proposta foi aprovada pela Câmara no fim de maio e ainda não começou a tramitar no Senado. A expectativa é que o texto comece a ser analisado pela CCJ do Senado, mas o presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), ainda definiu com Alcolumbre como vai ser a tramitação.

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