Jornal O Globo
Uma erupção cutânea que parecia inofensiva acabou revelando um diagnóstico devastador para a britânica Caitlin Leggett, de 24 anos. Moradora de Cardiff, no País de Gales, ela procurou atendimento médico em março de 2025 após perceber que uma irritação na pele não desaparecia, mesmo com o uso de cremes comprados em farmácia. Inicialmente, o médico suspeitou de uma infecção viral e solicitou exames de sangue. No dia seguinte aos testes, porém, Caitlin foi encaminhada com urgência ao Hospital Universitário do País de Gales, onde recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda (LMA), um tipo raro de câncer do sangue. Funcionário do McDonald's sofre queimaduras graves após colega jogar óleo fervente durante turno na Califórnia Criança morre após macaco de estimação da família perfurar seu pulmão durante ataque na Tailândia — Aos 24 anos, sempre presumi que tinha toda a vida pela frente. Há tantas coisas que ainda quero fazer, lugares que quero conhecer e memórias que quero criar com as pessoas que amo — afirmou em entrevista ao jornal britânico The Sun, nesta semana. Tratamento marcado por remissões e recaídas Recém-formada pela Universidade de Bristol e com planos de ingressar no Exército britânico como oficial de inteligência, Caitlin afirma que não apresentava os sintomas mais comuns da doença, como fadiga extrema, infecções frequentes ou sangramentos incomuns. A erupção cutânea foi o único sinal perceptível. Segundo o NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido, a leucemia mieloide aguda progride rapidamente e exige tratamento imediato. A doença afeta os glóbulos brancos produzidos pela medula óssea. Embora rara, cerca de 2.700 casos sejam diagnosticados anualmente no Reino Unido, ela apresenta taxas de sobrevivência desafiadoras. Dados da Cancer Research UK indicam que pouco mais de 20% dos pacientes sobrevivem por cinco anos ou mais após o diagnóstico. Após dois meses de quimioterapia, Caitlin entrou em remissão em maio de 2025. A família então iniciou testes para um possível transplante de células-tronco. A expectativa era que sua irmã gêmea, Grace, fosse compatível. No entanto, exames genéticos revelaram uma surpresa: as duas, que acreditavam ser gêmeas fraternas, eram na verdade gêmeas idênticas. Por terem DNA praticamente igual, Grace não poderia ser doadora, já que o transplante depende da capacidade das células transplantadas reconhecerem e combater as células cancerígenas. Mesmo diante das dificuldades, Caitlin voltou a alcançar remissão após participar de um ensaio clínico com uma terapia-alvo em Manchester. Contudo, o câncer retornou à pele em diferentes momentos, inclusive pouco antes de um transplante de células-tronco realizado no fim de 2025. O procedimento foi considerado bem-sucedido, e ela voltou a receber a notícia de remissão em janeiro de 2026. Quatro meses depois, porém, os médicos constataram uma nova recaída, desta vez com rápida progressão da doença. Atualmente, Caitlin participa de outro estudo clínico com um medicamento experimental. Os médicos informaram que os tratamentos disponíveis não têm caráter curativo e estimam uma sobrevida limitada, mas a jovem decidiu buscar alternativas no exterior, incluindo terapias especializadas nos Estados Unidos e tratamentos com células CAR-T na Ásia. — O que eu mais sentiria falta não seria de um evento específico, mas da oportunidade de continuar vivendo uma vida normal com as pessoas que amo e envelhecendo ao lado da minha irmã gêmea. É por isso que estou fazendo tudo o que posso para encontrar outra opção de tratamento — disse.
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