Collector
Giriş Yap
Aliados de Flávio minimizam impacto de caso Master em pesquisa e veem espaço para direita crescer no 2º turno | Collector
Aliados de Flávio minimizam impacto de caso Master em pesquisa e veem espaço para direita crescer no 2º turno

Aliados de Flávio minimizam impacto de caso Master em pesquisa e veem espaço para direita crescer no 2º turno

O entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, minimizou o impacto do caso Master no resultado da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira e atribui a queda nas intenções de voto à intensificação do que chamam de "máquina de propaganda negativa" do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em abril, antes da revelação de diálogos entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro relacionada à produção do filme "Dark Horse", uma biografia de Bolsonaro, o senador aparecia dois pontos à frente de Lula nas simulações de segundo turno. Agora, o petista tem uma vantagem de seis pontos. A avaliação entre aliados do senador é que a eleição ainda está distante, com mais de 100 dias até a data de votação, e que Flávio já havia acumulado um crescimento muito rápido no começo do ano, o que permite uma margem considerada confortável para oscilações negativas. Por outro lado, políticos da cúpula do PL que acompanham de perto as estratégias de campanha do senador, reconhecem as dificuldades e entendem que o governo do presidente Lula e o PT sabem manejar uma máquina de propaganda negativa contra os adversários. A campanha de Flávio começou a enfrentar uma crise em maio, quando foram divulgadas conversas e áudios envolvendo cobranças de dinheiro por ele ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para a realização do filme sobre a trajetória do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, outro desgaste foi a decisão do governo dos Estados Unidos de sugerir aumentar taxas sobre produtores brasileiros. A ação foi anunciada uma semana após Flávio se reunir com o presidente americano Donald Trump. Tanto no caso do Master, quanto na taxação, Lula e aliados do governo e do PT agiram com propaganda negativa para desgastar Flávio. A avaliação dentro do PL é que o senador e a campanha dele vão ter que lidar com essa realidade ao longo da eleição e buscar formas de neutralizar as críticas do adversário. No caso do tarifaço, por exemplo, Flávio recuou em um discurso adotado no ano passado, mais favorável à decisão de Trump sobre taxar produtos brasileiros, e disse que age para que as medidas não sejam implementadas de fato. Ainda assim, interlocutores do pré-candidato do PL dizem que o cenário hoje é estável e que o recuo nas pesquisas representa apenas oscilações naturais de uma disputa acirrada. Eles apontam para o fato de a maioria dos outros pré-candidatos a presidente serem de um campo político mais próximo da direita do que da esquerda, como ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), e que num cenário de segundo turno isso pode fazer a diferença na disputa contra Lula. No primeiro turno, a pesquisa mostra Lula à frente na corrida pelo Planalto, com 39% das intenções de voto — estável na comparação com o levantamento do mês passado. O senador Flávio Bolsonaro aparece em seguida com 29% (eram 33% em maio). O levantamento mostra o empresário Renan Santos (Missão) e o ex-governador Ronaldo Caiado (União) com 3%. O deputado federal Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) têm 2%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) e a ativista Samara Martins (UP) marcam 1%. A configuração de 2026, observam esses aliados de Flávio, favorece mais ele do que a configuração de 2018, quando os outros pré-candidatos, como Simone Tebet, Ciro Gomes e Soraya Thronicke, não eram próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Go to News Site