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'Tá vendo, mãe? Não é só matar pessoas': mensagem mostra estratégia de cooptação social do PCC no entorno do DF | Collector
'Tá vendo, mãe? Não é só matar pessoas': mensagem mostra estratégia de cooptação social do PCC no entorno do DF

'Tá vendo, mãe? Não é só matar pessoas': mensagem mostra estratégia de cooptação social do PCC no entorno do DF

Uma mensagem obtida por investigadores mostra uma estratégia de cooptação social adotada por pessoas vinculadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que mirava o domínio territorial e social do entorno do Distrito Federal. Alvo da operação Convergência Nacional, o grupo promovia a distribuição de presentes a crianças em algumas localidades, sob a supervisão de integrantes da organização residentes em outros estados da federação. O material apreendido passará por análise técnica. Na mensagem, uma pessoa envia para a mãe uma foto de vários brinquedos e diz que "foi o PCC que trouxe" para ela dar às crianças. Cita que seriam 500 itens e tenta captar a aprovação da parente: "Tá vendo que não é só matar pessoas e vender drogas", afirma o interlocutor, que recebe a resposta: "Parabéns. Achei lindo. Dá pra crianças e começa [a] fazer seu nome. Vc [vai] ficar conhecido. Tô muito orgulhosa". Na sequência, o remetente destaca, sem dar detalhes: "Liderança do crime organizado. Primeiro Comando da Capital". Além disso, numa das imagens divulgadas no bojo da operação, uma porção de droga é estampada com o rosto de Pablo Escobar, narcotraficante mais famoso do mundo, que aterrorizou a Colômbia entre os anos 1980 e o início da década de 1990. A operação foi deflagrada nesta quarta-feira pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), contra uma célula do PCC que, segundo as investigações, planejava ações para garantir o domínio territorial e social na região, com a venda de drogas e a distribuição de brinquedos. Agentes saíram às ruas para cumprir dez mandados de prisão temporária e outros dez de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo juízo da 1ª Vara de Garantias da Comarca de Goiânia. Os nomes dos alvos dos mandados não foram divulgados. De acordo com os investigadores, a apuração identificou a atuação de membros e pessoas vinculadas ao PCC nos municípios de Formosa e adjacências. O grupo monitorava ações das forças de segurança, planejava a distribuição de drogas entre pontos de venda e articulava a aquisição de armas de fogo para apoiar as ações da organização criminosa. Grupo ligado ao PCC promovia distribuição de brinquedos a crianças no entorno do DF Divulgação/MPGO O caso tramita sob sigilo. Os investigados poderão responder pela prática de crimes previstos na Lei nº 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, além de associação para o tráfico de drogas, tráfico de armas de fogo e lavagem de capitais. A operação conta com apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal do Estado de Goiás, dos Gaecos dos Ministérios Públicos dos estados de Minas Gerais e do Distrito Federal e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas da Polícia Civil do Distrito Federal.

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